Mercado

Dados do Japão e ata do FOMC deve influenciar pregão

por Agência IN | 22/08/2012 às 10h52   Comment_icon Print-icon
 

 

As principais bolsas de valores mundiais devem operar em queda com investidores decepcionados com dados do Japão. Além disso, a ata da última reunião do Fed deve influenciar o pregão. Enquanto isso, as bolsas europeias operam em queda e o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura negativa.

Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa nesta quarta-feira, puxadas pela divulgação de uma queda importante no nível das exportações do Japão em julho, o que levou a um déficit comercial maior do que o esperado pelos analistas, em meio à crise na Área do Euro e ao relativo fortalecimento do iene em relação ao dólar. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quarta-feira em baixa de 0,27%. O índice Nikkei 225 perdeu 25,18 pontos, a 9.131,74 unidades.

Já na Europa, as bolsas operam em baixa nesta manhã, ecoando dados do Japão e esperando a divulgação da ata da última reunião do Fed.

Entre as divulgações corporativas, o grupo dinamarquês Vestas, líder mundial do setor de energia eólica, vai demitir 1.400 funcionários até o fim do ano, depois do corte de 2.335 postos de trabalho em janeiro. A empresa pretende terminar o ano com 19.000 funcionários, o que segundo a Vestas contribuirá para reduzir os custos fixos de mais de € 250 milhões e permitirá que o grupo seja rentável em 2013.

Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, caía 1,22%, aos 5.786 pontos. O CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,99%, aos 3.478 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 1,02%, aos 7.016 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros do mercado acionário norte-americano também operam em baixa nesta manhã, ecoando dados do Japão e esperando a divulgação da ata da última reunião do Fed, que apresentará a última decisão de política monetária nos EUA. Enquanto a ata não sai, analistas esperam que o documento aponte uma sinalização de injeção de recursos na economia. 
Por aqui, o Ibovespa, deve operar em queda em linha com o mercado externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,39% em agosto ante os 0,33% de julho.

Entre as publicações, a inadimplência das empresas brasileiras cresceu 8,5% em julho/12 na comparação com o mesmo mês do ano anterior (julho/11), conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Foi o menor percentual observado na variação anual desde fevereiro de 2011.

No mercado de câmbio, as moedas devem se desvalorizar em relação ao dólar.

 
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