por Renan Menezes Postagens: 12
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Entrevista um pouco longa, mais com uma perspectiva um pouco diferente de outros analistas em relação ao cenário econômico.
Investindo em 2012: Money Talks ajuda a iluminar o caminho
SÃO PAULO – Ano Novo, vida nova. No mundo dos investimentos isso pode bem ser o caso, já que, após um 2011 bem complicado, o ano que chega pode trazer boas oportunidades para o investidor que conseguir se antecipar às tendências do mercado. Mas o que esperar de 2012? O último Money Talks de 2011 traz um gestor que responder esta questão. E desta vez, pessimismo não é a palavra de ordem.
No Money Advises, Marcelo Saddi, diretor de investimentos da Sul América Investimentos, traz sua visão sobre o cenário para os mercados em 2012. Sem esquecer da situação na Europa, Saddi concentra também sua análise em China, EUA e, principalmente, no mercado brasileiro. O gestor completa sua análise no Money Thinks, trazendo as opções de investimento que, na sua visão, podem fazer de 2012 um ano interessante para ganhar dinheiro mesmo dentro de um cenário volátil.
O Money Learns fecha o programa e o ano de 2011 com uma discussão sobre custo de oportunidade. Você sabe realmente o quanto está ganhando ou perdendo nos seus investimentos? Vale a pena conhecer mais a fundo este conceito, pois você pode se surpreender com os resultados.
Um excelente 2012 para você e sua família!
VÍDEO NO LINK:
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Decisões políticas guiam economia global em 2012
Felipe Peroni (fperoni@brasileconomico.com.br)
02/01/12 19:52
Rompimento do euro ainda não é parte do cenário base de analistas em 2012. Políticos da Europa e Estados Unidos tentam evitar mesmos erros políticos do ano passado.
As decisões políticas nos Estados Unidos e na Europa são o principal elemento para definir a expansão da economia mundial no ano de 2012. Diante de pessimismo dos analistas, líderes da Zona do Euro e políticos americanos iniciam o ano com agenda cheia.
Segundo o gabinete da presidência da França, na próxima segunda-feira (9/1) Nicolas Sarkozy realiza reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel.
O encontro visa preparar o tema do Conselho Europeu, que será realizado no dia 30 de janeiro, e reunirá os chefes de governo dos países-membros da União Europeia.
É esperado que os líderes apresentem maiores detalhes do plano de integração fiscal firmado em dezembro, além de garantias de que o Banco Central Europeu (BCE) deverá continuar atuando para apoiar os mercados de dívida.
Em 9 de dezembro, os líderes europeus estabeleceram acordo para reforçar a disciplina fiscal dos países. O Reino Unido ficou de fora do tratado, mas todos os membros da Zona do Euro apoiaram a proposta.
Essas medidas visam evitar a concretização de um cenário pessimista. Para o Morgan Stanley, um fracasso nas negociações pode desencadear uma recessão mundial, com a economia apresentando contração acima de 1% em 2012.
O cenário base do departamento de pesquisas do banco, contudo, assume que os líderes não cometerão mais erros.
No primeiro dia do ano, as dívidas soberanas dos países europeus continuam sob a suspeita dos mercados.
Os Credit Default Swaps (CDS, espécie de seguros contra calotes) dos títulos soberanos gregos com prazo de 5 anos têm alta de 3,98% nesta segunda-feira, a 8.789,39 pontos, segundo dados da consultoria britânica CMA.
Os CDS da dívida da Áustria têm alta de 1,02%, a 186,04 pontos, e os da Alemanha avançam 0,66%, a 102,17.
"A crise da dívida na Zona do Euro centrou as atenções dos mercados financeiros em 2011. E deve continuar sendo o foco principal para os investidores em 2012", afirmam os analistas do Citigroup, em relatório aos clientes.
Os economistas do banco estimam que, em 2012, a Espanha e a Itália vão necessitar, conjuntamente, de € 600 bilhões em financiamento.
Na Espanha, o novo governo de Mariano Rajoy anunciou na semana passada um corte de gastos de € 8,9 bilhões, o maior da história do país, além de uma alta em todas as faixas do imposto de renda.
Nos Estados Unidos, o embate entre políticos também ameaça a economia global. No final de dezembro, os políticos concordaram em prorrogar até o final de fevereiro o desconto nos impostos sobre a folha de pagamento de cerca de 160 milhões de trabalhadores americanos.
Contudo, os políticos devem decidir até 29 de fevereiro se estendem o benefício para o ano todo. Segundo cálculos do Morgan Stanley, a remoção do benefício corresponderia a um aperto fiscal de mais de 1% do PIB dos EUA, o que pode minar a recuperação do país.
"Um erro político como esse deprime ainda mais a confiança e a demanda doméstica", afirma em relatório o analista do banco americano Joachim Fels.
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Premiê da Grécia adverte sobre calote descontrolado para março
Segundo Lucas Papademos, o país enfrenta a possibilidade de quebra nos próximos três meses se não chegar a um acordo financeiro com os financiadores
Atenas - O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, advertiu na quarta-feira à noite em reunião com os sindicatos das empresas e dos trabalhadores que a Grécia enfrenta a possibilidade de quebra nos próximos três meses se não chegar a um acordo financeiro com os financiadores.
Pela transcrição de seu discurso para os representantes dos agentes sociais do país, divulgado pela agência 'AMNA', o chefe de Governo precisou que sem esse acordo e as subsequentes ajudas financeiras 'a Grécia enfrenta o risco imediato de umcalote descontrolado em março'.
Diante desse cenário, Papademos destacou a importância de os sindicatos dos trabalhadores e os das empresas chegarem a um acordo para reduzir os custos salariais no setor privado.
'Temos de renunciar um pouco para não perder muito', justificou o ex-chefe do Banco Central da Grécia, quem assumiu as rédeas do Governo de união nacional em novembro em meio a pior crise econômica e financeira da história do país.
'Se nas próximas semanas não dermos os passos necessários, se não convencermos de que estamos dispostos a dar passos decisivos para sair da crise, nossa avaliação será negativa', ressaltou.
Os representantes do grupo de ajuda à Grécia, composto pelo Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia, devem chegar a Atenas em 15 de janeiro. Os sindicatos já rejeitaram qualquer possibilidade de reduzir mais uma vez os salários do setor privado.
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FOCUS:
Mercado vê inflação menor e dólar mais alto em 2012
Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)
09/01/12 08:42
Instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram novamente a estimativa para os índices de inflação em 2012, e elevaram a previsão para a taxa de câmbio.
Os agentes de mercado
consultados diminuíram a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, para 5,31%, frente a 5,32% na semana
anterior, conforme o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira
(9/01).
Trata-se da sexta semana consecutiva de recuo nas projeções.
Quanto ao Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2012, a
previsão foi reduzida para 5,00%, apenas 0,01 ponto percentual de diferença.
Já para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), as estimativas foram
cortadas para 5,07%, ante 5,08% na semana anterior.
PIB
As instituições consultadas pelo BC mantiveram a expectativa de crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, para 3,30%.
Há quatro semanas, a previsão era de expansão de 3,40%. Para 2011, o
prognóstico foi mantido em 2,87%.
Câmbio
De acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio foi elevada
para R$ 1,77 ao fim deste ano, em relação a taxa de R$ 1,75 revelada na última
semana.
Selic
Os economistas consultados deixaram inalterada pela quarta semana seguida a
projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final do ano. A estimativa é de
que a Selic atinja 9,5% ao ano.
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Incerteza marca projeções para investimento
Por Sergio Lamucci | De São Paulo
Depois do desempenho decepcionante em 2011, o investimento entra em 2012 num cenário marcado pela incerteza. As projeções para a formação bruta de capital fixo (medida das contas nacionais do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) são díspares, oscilando de 4% a pouco mais de 8%. Para os mais otimistas, a queda dos juros reais e a aposta na aceleração dos investimentos da União, no avanço das obras ligadas à Copa do Mundo e à Olimpíada e na intensificação dos projetos relacionados à exploração do petróleo na camada de pré-sal justificam a crença numa recuperação mais forte em 2012.
Na contramão, os riscos vêm do cenário externo bastante turbulento, que abala a confiança dos empresários, e a situação delicada da indústria de transformação. Em 2011, o crescimento deve ter ficado na casa de 4% a 5%, bem abaixo da expansão próxima de dois dígitos esperada no fim de 2010, ano em que houve alta superior a 21%. O ciclo de aumento dos juros - já revertido -, o recuo do investimento público e o aumento das incertezas externas contribuíram para esse resultado frustrante.
A maior parte das previsões para o investimento em 2012 se concentra na faixa de 4,5% a 6,5%. O economista Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco, projeta expansão de 4,5%. O número não parece muito animador, mas esconde uma trajetória de recuperação ao longo de 2012, diz ele. Para Bicalho, os juros reais (descontada a inflação) em níveis baixos para padrões brasileiros - na casa de 4% - e a retomada dos investimentos públicos devem fazer a formação bruta puxar a demanda no segundo semestre de 2012. "Os 4,5% são um número um pouco enganoso."
O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, aposta numa alta do investimento de 4% em 2012, abaixo dos 4,5% deste ano. No entanto, a exemplo do que vai ocorrer com o PIB, a formação bruta de capital fixo estará "contaminada" pela baixa herança estatística (o "carry over") que 2011 deixará para o ano que vem.
No caso do investimento, o carry over será negativo em 0,5%, o que significa que, se não crescer nada em relação ao nível do fim deste ano, a formação bruta encerrará 2012 com queda de 0,5%. Para chegar a 4%, o avanço trimestral médio do investimento terá de ser de 2% sobre o trimestre anterior, feito o ajuste sazonal. Já os 4,5% de 2011 embutem uma alta trimestral média de apenas 0,3% - a diferença é que a herança de 2010 para 2011 tinha sido expressiva.
"Estamos projetando forte aceleração do PIB e da formação bruta de capital fixo ao longo de 2012, especialmente do segundo trimestre em diante", diz Borges, que prevê crescimento do PIB de 3,1% no ano que vem. Para ele, cinco fatores devem levar à aceleração do investimento: a aposta na redução da incerteza externa, o efeito defasado da queda dos juros, o aumento dos investimentos da Petrobras e da Eletrobrás, a elevação dos investimentos da União e o impulso das obras de infraestrutura pelo setor privado por causa das concessões, como as de aeroportos.
A MB Associados e o Bradesco têm as previsões mais otimistas para o investimento em 2012, de 8,2% e 7,8%, pela ordem. O economista-chefe da MB, Sérgio Vale, porém, diz que a sua previsão depende de "nada exótico ocorrer na Europa". Segundo ele, uma ruptura, como uma saída da Grécia da zona do euro, "pode reverter esses números para o negativo". Uma recuperação mais firme só se sustenta com alguma melhora da situação europeia. "Se isso ocorrer, a retomada das expectativas será imediata, ainda que não se traduza em maior crescimento na Europa. Isso pode atrair mais investimentos das empresas europeias que não terão oportunidades de crescer por lá".
Vale vê um investimento muito concentrado em setores ligados a commodities e à infraestrutura. Na indústria manufatureira, há uma grande perda de competitividade, exacerbada nos últimos anos pelo câmbio valorizado.
O diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, reconhece que, "em função dos ruídos da crise europeia, existe um contágio de expectativas dos empresários, que pode estar afetando o processo decisório de investimento". Ainda que os projetos não sejam abandonados, a crise pode levar a uma reavaliação do timing de alguns. Barros, contudo, acredita que a formação bruta "seguirá relativamente insensível à desaceleração de curto prazo na economia", crescendo mais que o PIB e que o consumo das famílias.
Segundo ele, alguns segmentos de fato vão se destacar, como o de infraestrutura, mas a sondagem do Bradesco de anúncios de investimentos mostra um grau de difusão de 74% em novembro, o que significa que, dos 50 setores acompanhados no levantamento, em mais de 70% há intenção declarada de investir. "A decisão de investimento, de um modo geral, tem horizontes de médio e longo prazos, que independem da desaceleração cíclica que observamos no momento. E as perspectivas para o Brasil seguem favoráveis", diz Barros, que projeta um crescimento do PIB de 3,7% em 2012.
Na virada do ano, o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, reviu a sua projeção para a formação bruta, que passou de queda de 0,4% para alta de 5,2%. Ele mudou bastante a sua visão sobre o investimento privado (no qual inclui as estatais). Primeiro, por acreditar que a Petrobras, em especial, vai investir mais, dada a intenção de Dilma Rousseff de acelerar a formação bruta de capital fixo em 2012.
Além disso, Gonçalves considera que o BNDES deverá voltar a ter papel mais ativo do que no ano passado, ampliando a oferta de recursos ao setor privado. Segundo ele, a situação fiscal tranquila, sem riscos de solvência, abre espaço para que o Tesouro faça empréstimos de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões ao banco de fomento sem que isso levante dúvidas sobre a saúde das contas públicas. Nesse quadro, ele passou a apostar que o investimento privado crescerá 4,9% neste ano, e não recuar 2,3%. Gonçalves mantém o otimismo quanto ao investimento público, estimando uma alta de 6,6%. A questão é que o governo federal investe pouco, não muito mais que 1% do PIB.
O economista-chefe do BNDES, Fernando Puga, acredita numa retomada do investimento em 2012, mas não projeta números exuberantes. Para ele, a formação bruta de capital fixo deve crescer 6,5% no ano que vem. "O investimento público deve ter uma cara bem distinta do que foi 2011."
O governo colocou o pé no freio neste ano para segurar a política fiscal, mas agora deve acelerar as obras, também impulsionadas pela proximidade da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. "Os juros mais baixos também podem dar um alento grande para o investimento residencial", afirma ele, referindo-se ao fato de que a queda das taxas barateia o crédito imobiliário.
Ele cita como um grande trunfo a vitalidade do mercado interno, que atrai empresas de outros países, em setores como o automobilístico, e as perspectivas positivas no setor de petróleo e gás. Segundo levantamento do banco, dos R$ 603 bilhões a serem investidos na indústria de 2011 a 2014, 63% são desse segmento. Uma das expectativas de Puga é que o investimento no setor de petróleo dinamize outros segmentos.
LINK: http://www.valor.com.br/brasil/1176294/incerteza-marca-projecoes-para-investimento
